sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Leitura de Imagem: uma dinâmica entre apreensão e fazer artístico no ensino infantil
Este
trabalho refere-se à proposta de leitura de imagens artísticas do
subprojeto PIBID/Belas Artes que está sendo realizada na Escola
Estadual Municipalizada Professora Creuza de Paula Bastos, situada no
bairro INCRA, do município de Seropédica, localizado no estado do
Rio de Janeiro. Nessa escola que atende a educação infantil e o
primeiro segmento do ensino fundamental foram realizadas atividades
práticas e teóricas com o 3º, 4º e 5º anos, uma vez por semana,
nas aulas de arte, durante o primeiro e segundo semestre de 2015. O
objetivo inicial foi criar uma proximidade dos alunos com as imagens
artísticas e com o espaço do museu, para, a partir de então,
contribuir na reflexão crítica das imagens que foram apresentadas
aos alunos, objetivando com isto procurar estratégias que possam
evitar a formação de consumidores de imagens pouco reflexivos;
assim como pesquisar e avaliar em que medida, realmente, a apreensão
de imagens artísticas pode contribuir para o desenvolvimento
sensível dos alunos.
No
trabalho desenvolvido na citada escola, optamos pela metodologia da
pesquisa-ação proposta por Thiollent (2005) e pela Abordagem
Triângular sistematizada pela pesquisadora Ana Mae Barbosa.
Consideramos que o fato de se apropriar da linguagem artística,
contribui para que o aluno desenvolva sua própria leitura do mundo,
ampliando seu repertório e sua vivência cultural. Optamos assim,
por enfatizar o processo de produção dos alunos como estratégia
que melhor propiciará a vivência e a apreensão sensível das
imagens artísticas.
No
desenvolvimento das atividades na escola, constatamos que a
experiência de visita ao museu, que ocorreu no final do primeiro
semestre, seria a primeira da grande maioria dos alunos. Diante
disso, planejou-se promover uma aproximação entre os alunos e um
ambiente cultural ao quais tais alunos não tinham familiaridade, ou
seja, o ambiente artístico-museal. Com essa intenção, fizemos,
inicialmente, na própria escola, uma simulação do ambiente museal,
que consistiu em uma galeria no corredor do colégio, constituído
por imagens impressas. Nesse corredor, em que as três turmas têm
acesso constante, colocamos as impressões de algumas pinturas que
estão expostas na galeria do século XIX do Museu Nacional de Belas
Artes, na intenção de gerar nos alunos, um processo de
familiarização, incentivando por meio do convívio, uma intimidade
com as obras. Consideramos também essa ação uma forma didática de
instruir-lhes na especificidade do ambiente, para que fosse
propiciada uma atitude e um tipo de predisposição que pudesse, de
melhor forma, incorporar a recepção das imagens por parte dos
alunos, tal como concentração e introspecção, objetivando gerar
uma atenção especificas às imagens. As imagens selecionadas para
estar nessa galeria-escola foram: “Batalha do Avaí”, 1868, de
Pedro Américo, “Batalha dos Guararapes”, 1879, de Victor
Meireles, “Primeira Missa no Brasil”, 1860, de Victor Meireles,
“Mamão e Melancia”, 1860, de Agostinho José da Mota, “A
Redenção de Cam”, 1895, de Modesto Brocos. Algumas destas obras
têm relação com o cotidiano dos alunos e a identidade regional
onde eles vivem, uma vez que retratam ambientes rurais. Dessa forma,
o critério pra escolha da maioria das referências,
foi pensado de forma a evidenciar, através da temática e figuração
das pinturas, possíveis similaridades com seu cotidiano, marcado
pelo contexto rural de seu município.
Em
sala de aula realizamos uma atividade prática de desenho, na qual
foi proposto que eles desenhassem a obra que mais chamou a atenção,
e explicassem com suas próprias palavras o que se passava nas cenas
representadas nas obras. Com relação a esta parte do trabalho, os
desenhos nos ajudaram a perceber um pouco da relação dos alunos com
as imagens apresentadas, assim como as primeiras formulações
estabelecidas pelo impacto visual com as obras. Neste sentido, os
desenhos são discursos visuais que imprimem sensações e
sentimentos dos alunos.
Foi
feito uma atividade teórica, onde contextualizamos historicamente
cada obra que foi analisada. A proposta desta atividade era fazer com
que os alunos identificassem as obras a partir da contextualização
das imagens relacionando-as aos autores.
Ainda
na primeira parte do projeto, executamos a visita técnica ao Museu
Nacional de Belas Artes/ RJ, na galeria do século XIX, onde eles
puderam ver de perto as dimensões, relações cromáticas,
composição e a própria relação de espaço museal e o patrimônio
cultural exposto, que a imagem impressa não permite ver.
Após
a visita técnica, registramos dos alunos quais foram as novas
observações sobre as obras. Como resultado desse processo de
trabalho obtivemos os desenhos feitos pelos alunos da escola, a
partir das obras apresentadas, bem como um relatório de observação
a respeito da recepção das obras pelos mesmos, com suas falas e
questionamentos. Todo o projeto foi pensado para desenvolver a
percepção e capacidade de análise do aluno, relacionando com seu
contexto social. Tendo em vista que as imagens vinculadas ao
cotidiano destes alunos sejam repercutidas, em sua maioria, pela
televisão, internet ou outros meios de comunicação de maior
difusão, concernente à experimentação artística, para que ele
possa compreender e discernir aquilo que observa, não basta só o
estudo em sala de aula, sendo preciso ir a museus, espaços e eventos
culturais, aprendendo e percebendo através da vivência direta, para
que possa absorver e apreender aquilo lhe for apresentado. Um dos
objetivos esperados com a ida ao museu foi ampliar o imaginário
através da vivência e despertar o olhar para novas possibilidades.
Observamos que o contato dos alunos com as obras lhes causaram uma
mistura de euforia e curiosidade. Nesse momento, surgiram questões
como a figura do índio, técnica das obras, as imagens sacras, e um
tema que foi trabalhado em sala de aula, e exposto na galeria-escola,
que foi a questão do nu. Conduzimos os alunos até as obras que
foram trabalhadas em sala, obras que remetem a fatos históricos,
como “Redenção de Cam”, que trata da questão étnica racial, e
a “Primeira Missa”, que retrata a missão jesuíta e as Batalhas.
Podemos observar que, de certo modo, obtemos respostas diferenciadas
quando solicitamos para que os alunos falem verbalmente das imagens e
quando solicitamos que desenhem sobre as mesmas. Ao retornarmos à
escola passamos um questionário com o objetivo de verificar as
possíveis transformações na percepção dos alunos causadas pelo
espaço museal e pelo contato com os originais. Realizamos com eles
outros trabalhos práticos como pintura, onde os alunos puderam fazer
suas próprias tintas, isogravura que é uma técnica que ao invés
de utilizar madeira usamos bandeja de isopor e modelagem em argila. E
ao final do segundo semestre de 2015 será realizada uma exposição
com os trabalhos dos alunos.
Acreditamos
que a leitura da imagem artística contribui para uma apreensão mais
aprofundada sobre as imagens no mundo, uma vez que predispõe o
potencial de pensar as imagens para além de seu sentido mais
aparente.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Animação e Stopmotion: Do imaginário ao real
O
presente trabalho é parte integrante das ações do PIBID –
Programa
Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – Belas
Artes da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). As
aulas são por Marcelo Buzon e Patrícia Vieira, administrada na
Escola Estadual Municipalizada Professora Creuza de Paula Bastos, nas
turmas de 1º ano e 2º ano, no período da tarde.
O
objetivo do trabalho é o incentivo da criação do imaginativo de
uma história que será transformada em uma animação parte
stopmotion, um vídeo final contendo os dois. Haverá o
desenvolvimento dos personagens e elementos do cenário a serem
criados a partir da metodologia de geometrização da forma, no
intuito de simplifica-la aos alunos para o melhor entendimento das
formas dos objetos, pessoas, animais etc.
Primeiramente,
será mostrado aos alunos uma série de curtas de animações e
stopmotions para a compreensão e exemplificação de como funciona o
processo. Nessa parte, é incentivada a construção das imagens, de
cada etapa que será desenvolvida durante o processo do vídeo.
Iremos mostrar aos alunos a parte inicial: a criação de uma
história, que será o pilar para a construção das próximas
etapas: criação de personagens e cenário. Todas essas etapas
deixamos os alunos escolherem de forma coletiva (a turma toda,
incluímos professores- de forma menor) a história a ser usada, cada
elemento, de forma que assim tivessem uma troca de gostos e ideias
entre si. Escolhemos partir com o principio de que cada aula seria
usada para a escolha de um personagem, e assim construí-lo
coletivamente. Criamos também dinâmicas de grupo na criação dos
elementos do cenário para com que interagissem entre si, onde seria
usado uma
folha de papel grande, onde todos os alunos divididos em grupo iriam
desenhar e pintar, assim desconstruindo a individualidade na
construção da história.
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Contação de Histórias e suas concepções dentro do Processo Criativo Infantil
O
Grupo Contação de Histórias atuante dentro do PIBID Belas Artes
(UFRRJ), desenvolve suas oficinas no Município de Seropédica-RJ.
Durante o ano de 2015, foram apresentadas diversas oficinas
interativas visando aguçar a criatividade dos alunos. Em seguida teremos neste pequeno texto, o compilado introdutório dos objetivos gerais buscados no
trabalho, e
aspectos sobre como a proposta foi sendo desenvolvida e executada.
O
nosso projeto parte do conteúdo pragmático preestabelecido pela
alçada pedagógica escolar.
A temática letiva escolhida viria à ser meio ambiente e consciência ambiental. Diante deste enfoque, selecionamos os quatro elementos da natureza como protagonistas centrais de nossa proposta.
A temática letiva escolhida viria à ser meio ambiente e consciência ambiental. Diante deste enfoque, selecionamos os quatro elementos da natureza como protagonistas centrais de nossa proposta.
Aguá,
Ar, Terra e Fogo, permearam
todo o processo criativo propiciado na oficina,
e foram
o ponto
inicial
de confecção e caracterização de nossas histórias e suas
interações artísticas. Com viés místico e apelo lúdico,
trabalhamos o uso do imaginário coletivo refente ao personagem
figurativo ''monstro''. Utilizando o terror infantil como ferramenta
pedagógica para enfrentar resistência infantil diante do ato de
ater-se a sentar e ouvir as histórias, buscamos em nossos contos
certo equilíbrio entre o conceito de causa e efeito, referentes ao
contexto de problemáticas ambientais. Trabalhamos a dualidade ao
mediar monstros e elementos naturais em oposição dentro das
narrativas, e isentamos o equilíbrio da natureza de qualquer
responsabilidade perante os distúrbios climáticos causados pela
interferência humana no planeta. Propiciamos formação de
consciência ambiental dentro da infância, promovendo o envolvimento
dos alunos perante preceitos de cuidado para com a sociedade, e o
meio ambiente.
Nosso principal
intuito foi estimular o aumento da participação e entrega infantil
diante dos conteúdos propostos nas atividades educativas.
Justificamos nosso projeto partindo do parâmetro de observação da
vivência infantil dentro das aulas de arte. A prática do desenho
sendo compreendida pela infância como algo massante e enfadonho, e a
pouca entrega das classes perante seu potencial criativo, nos levaram
a constituir dinâmicas que propusessem uso do imaginário místico
popular, alavancando a criatividade infantil, e enquadrando vivências
expressivas em um encadeamento produtivo sintetizado por trabalhos de
criação artística (desenho – em vários níveis e suportes), e
concepção artística em Arte- Povera (Movimento artístico de uso
de objetos não tradicionais como dados compositivos).
Visando proporcionar
capacitação comunicativa através da livre expressão, neste
projeto utilizamos embasamentos teóricos de valorização ao redor
da criatividade como formação humana, e o enlace interativo entre
organismos que privilegiam e pautam o fazer artístico. Utilizamos
teorias estruturais, que seguem pontuando a atuação docente como
mediadora do ambiente de formação, e não como detentora única do
objeto epistemológico do saber.
Posteriormente, apresentaremos aqui mais detalhes sobre nossa inserção na educação básica, e sobre como o elo entre universidades e escolas municipais tem favorecido melhora geral em nossas diretrizes nacionais correspondentes a arte-educação.
Att, Bolsitas Envolvidos.
25/11/2015.
Posteriormente, apresentaremos aqui mais detalhes sobre nossa inserção na educação básica, e sobre como o elo entre universidades e escolas municipais tem favorecido melhora geral em nossas diretrizes nacionais correspondentes a arte-educação.
Att, Bolsitas Envolvidos.
25/11/2015.
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